Olho,
Sinto,
Guardo,
Sonho,
Desejo,
Esqueço,
e canso-me de tanto pensar comigo.
30.11.08
23.11.08
8.11.08
...enquanto dormia #2
Estava numa igreja, a celebrar uma festa de crianças, uma daquelas festinhas de escola de final de ano, com algum tipo de celebração.
O país estava em guerra, por isso a "festa" ser realizada na igreja, era um dos poucos locais considerados seguros.
Soou o alarme, entraram soldados, pessoas a correr, maior parte conseguiu sair nas carrinhas, fiquei eu para trás, escondi-me antes que me vissem sozinha. Fui parar a umas salas secretas, não sei bem como, sei que me tentava esconder, e encontrei uma sala, com tapeçarias com imagens de pássaros estilizados, gravuras antigas,...
Quando voltei para ver se era seguro sair vi que uma criança também tinha ficado para trás, sozinha, os soldados discutiam sobre o que haviam de fazer com ela.
Levaram-na lá para fora... não consegui perceber o que se passou, sei que quando saí, estava num descampado, com as terras revolvidas e a criança estava deitada no chão... morta. Ainda a tentei socorrer, mas em vão, o seu corpo já não tinha vida. Chorei, chorei por não a ter conseguido ajudar, por não a ter salvo da guerrilha cruel, chorei pela vida que ela não teve, chorei pelo sofrimento que os pais íam ter. Quando eles apareceram à procura da cria, estava eu perdida em lágrimas junto do corpo inanimado.
O país estava em guerra, por isso a "festa" ser realizada na igreja, era um dos poucos locais considerados seguros.
Soou o alarme, entraram soldados, pessoas a correr, maior parte conseguiu sair nas carrinhas, fiquei eu para trás, escondi-me antes que me vissem sozinha. Fui parar a umas salas secretas, não sei bem como, sei que me tentava esconder, e encontrei uma sala, com tapeçarias com imagens de pássaros estilizados, gravuras antigas,...
Quando voltei para ver se era seguro sair vi que uma criança também tinha ficado para trás, sozinha, os soldados discutiam sobre o que haviam de fazer com ela.
Levaram-na lá para fora... não consegui perceber o que se passou, sei que quando saí, estava num descampado, com as terras revolvidas e a criança estava deitada no chão... morta. Ainda a tentei socorrer, mas em vão, o seu corpo já não tinha vida. Chorei, chorei por não a ter conseguido ajudar, por não a ter salvo da guerrilha cruel, chorei pela vida que ela não teve, chorei pelo sofrimento que os pais íam ter. Quando eles apareceram à procura da cria, estava eu perdida em lágrimas junto do corpo inanimado.
...enquanto dormia #1
... ías ser pai, não estavas feliz, sentia-te preso, não foi planeado, nem tu querias que fosse assim... Estavas com um ar carregado, de copo na mão, assim que me apanhaste sozinha, sussurraste-me ao ouvido "preferia que fosses tu a mãe dos meus filhos" eu não respondi, olhei em redor à procura duma saída, sem saber o que te responder de volta. Ficaste para trás, algures nos nossos caminhos, seguimos rumos muito diferentes. Lembro-me que me disseste mais uma coisa, também sussurrada ao ouvido, como se mais ninguém pudesse saber "só consigo falar contigo destas coisas, não tive aquele à vontade com mais ninguém...", não tive resposta mais uma vez, a nossa história acabou há tanto tempo, e continuas a assombrar-me em sonhos. Estranho mundo este que nos distancia tanto, estranhas realidades tão diferentes.
3.11.08
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