Tinha estado meses a tentar planear o que nunca corre como planeado. Imaginava como seria, os seus temores dissuadiam-na a não o fazer, lembrava-se das milhentas dificuldades que poderiam surgir, mas também se castigava se não fosse no prazo a que se tinha estabelecido. A inércia da apatia estava a consumi-la e se não mudasse qualquer coisa rápido ía começar a definhar aos poucos, a desacreditar na sua vida, a perder a magia das coisas.
Passaram-se pesados meses, mastigou aquelas ideias que a lembravam todos os dias que podia ser mais e melhor, estava quase... sentia-o.
Não queria acreditar, finalmente tinha tomado coragem e ali estava ela, num país diferente, com os sonhos embalados na mala e um misto de medo e coragem. O coração veloz ansiava pelo que se aproximava. O que a esperaria a seguir? O ínicio duma vida nova ou a continuação da sua vida, mas num capítulo melhor?
As ideias voavam a mil, um turbilhão de emoções e uma ansiedade medonha, mas no seu mais profundo interior, um orgulho imenso preenchia-a, estava a correr atrás dos seus sonhos e só isso já tinha compensado a viagem.
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