Era um jogo, um jogo de emoções, de troca de sentimentos, que ela assumira jogar com todos os dissabores que isso implicasse. Os ganhos e as perdas fizeram parte, como não poderia deixar de ser, ela não lhe cobrava nada a não ser respeito e ele era solto e livre, feliz assim. Era suposto ele também não lhe cobrar nada e de ínicio assim foi, afinal de contas quem tinha ditado que seriam essas as regras tinha sido ele e ela não as questionou, limitou-se a aceitá-las pelo tempo que tivesse de ser.
Houve momentos dignos de filme, aquela vez em que ela chegou do aeroporto e correu para chegar a tempo de o encontrar e lhe dar os parabéns pessoalmente, cantados ao ouvido, num sussurro envolvente, ou daquela vez em que as horas correram e o dia nasceu e ela num momento de pura confiança lhe disse "eu sei que um dia vais ser meu!", não com a esperança que fosse verdade, mas com a certeza que já o era. Ele nunca se apercebeu que já lhe pertencia, mesmo sem saber, já estava mais entranhado nela do que pensava sentir...
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1 comentário:
Gosto de te ler! :)
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