1.4.08

Viagens doutros mundos

Quando o céu te parecer demasiado pequeno, quando achares que o ar que respiras não te serve, quando te faltarem as forças para fingir que tudo está bem, quando o silêncio te cansar, aí, nesse preciso momento, solta as palavras que te vierem da alma e grita para o mundo te ouvir, para saberem que estás vivo!
Chora pelo mal que sentires e solta o que tiveres de bom para dar... mas não queiras ficar sozinho, na penumbra, longe dos olhares indiscretos, afastado dos cheiros que se entranham por onde passamos e alheio ao que acontece quando estamos adormecidos, noutro planeta, numa atmosfera surda e cega...
Agora deixa-me ficar assim. Quando gritares eu hei-de ouvir a tua vida a sussurrar-me de novo ao ouvido...

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