14.7.08

Jardins errantes...

O ar ficou pesado, não conseguia acreditar.
O que é que tinha acontecido?
O mais impossível tomou lugar e forma, aquele extraterrestre, aquela criatura completamente alienada, julgou ter acertado.
Aquele ser que só espalhava erros por todo o lado, aquela erva daninha que estragava os jardins dos outros, transformou-se e deu flor...
E ela achando que pouco a poderia surpreender, ficou surpreendida.
Embrulhou-se no seu interior e foi regar o jardim, mais ninguém o poderia fazer por ela.
As flores plantadas naquele jardim são as mesmas de sempre, talvez vá plantar novas espécies, mais que não seja para mudar as cores do seu jardim.
Vai-se retirar e respirar o ar puro do seu jardim escondido e secreto.
Falará com todas as pétalas e imaginará nenufares cor de rosa sem fim, uma terra fértil em sonhos e viva de realidades.

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