Sou grande, gigante, do tamanho do mundo. Tenho poderes fantásticos que me permitem feitos inalcançáveis aos conformados, os que gostam das vidinhas certas, com horários e rotinas.
Sou tão poderosa que às vezes até tenho medo de mim, o poder da escolha é fascinante e assustador. Se por um lado é fabuloso poder decidir, por outro é uma responsabilidade enorme ter de escolher bem. Mas o principal está lá, tomar uma decisão, seja ela qual for, boa ou má, mas tomá-la.
Mostro-me pequenina porque é mais fácil conquistar os adversários assim. Se me mostrar frágil e inocente faço os outros sentirem-se maiores, e quando eles incham eu vejo-lhe as fraquezas, as vaidades, as falhas.
Nunca pertenci ao mundo dos homens, cheio de regras e dogmas que ninguém se atreve a questionar, abomino as criaturas das 8 horas, sim essa espécie.
Eu vivo num mundo que só eu vejo, que só eu sinto e que partilho com meia dúzia de escolhidos, os que eu escolhi para chamar de amigos, criaturas de quem gosto, como se fossem meus.
Eu sou o 8 ou o 80.
O tudo ou o nada.
O doce e o amargo.
Oscilo entre os extremos, balançando no meio.
Encho uma vida de contradições feita de altos e baixos, mas contornando sempre os médios, os "assim assim".
Sou pura e crua, mas sou!
Gosto de ser, conheço-me nos cantos e recantos da minha essência.
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