Estavam ali... mais uma vez... a falar das coisas sem sentido...
Ele pediu-lhe com aquele ar de miúdo reguila (o ar desprotegido que ela tanto adora ver quando ele se rende aos seus encantos):
- Faz-me arrepios, arrepios infinitos... Gosto que me faças arrepios. Há bocado também os senti, mas não te disse nada, porque me estava a saber bem...
- Ninguém faz arrepios "infinitos", isso não existe...
Era a maneira dele dizer que se podia habituar a uma vida inteira de "arrepios" ao seu lado, nos seus braços, no seu leito, ela fazia-se de desentendida, só porque sim.
- Mas se quiseres posso fazer-te mais uns... até o nosso tempo acabar e voltarmos ao mundo real.
Mexeu o braço em consentimento e tocou-lhe.
- Estou a brincar contigo (abanando o braço forte por debaixo do pescoço dela para a fazer sorrir)...
E de novo o mesmo ar :)
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