27.4.08

Músicas em mim

Primavera...
Verão...
Outono...
Inverno...
São quatro os tempos da música que me marcou na penumbra duma Igreja.
Violinos que ecoavam noutros tempos, numa época que ficou gravada nas paredes que gritavam histórias por todo o lado.
As lágrimas escorriam-lhe pela cara e eu também sentia aquela energia, o misticismo da História.
Cada ruela escondida, cada esquina perdida.. vi te valdi...
La Serenissima.
Bravo bravo bravo...

20.4.08

Feridas...

Nada... um profundo vazio, é o que ele deixa cada vez que me fere a alma. São feridas cravadas a ferro numa camada mole e frágil.
Não quero retorquir, essas não são as minhas armas, o ódio não pode fazer parte daquilo que construo para mim no meu caminho, não vou alimentar as mágoas com rancor. Hei-de semear o bom para colher o ainda melhor!
As feridas, essas hão-de sarar... dia após dia...

18.4.08

Solta por aí

Escorrem pelos poros, por caminhos incertos, trilhos não definidos, aquelas gotas de desejos desviados, temperaturas trocadas de coisa nenhuma. Deixa de o ser, mesmo antes de existir, quero e não quero, sei e talvez não... instabilidade constante que flui sem saber para onde ir.

15.4.08

Pôr te de sol... :)

Ontem corri atrás de ti e tu fugiste-me com a ligeireza dos teus tons laranjas e rosas, escondeste-te naquela linha ténue que separa o mar do céu... fiquei a ver-te partir e a noite a chegar.
Volta no Verão que te hei-de apanhar a cada pôr do sol e a cada nascer da noite... vou ficar a contemplar as tuas cores todas e a serenidade com que marcas aqueles últimos momentos em que ainda é dia... e à noite vou subir e fazer de estrela!

10.4.08

cof cof...

...já estou rouca, quase afónica, agora já chega!!!

Colecção de "pancas"

A única parte gira de estar constipada é a voz rouca... mas a chatice toda é que raramente acontece!!!

7.4.08

Imagem com palavras

Lembro-me...

...da primeira vez que me apaixonei perdidamente, como era tudo tão magnífico, quando ele (no tempo em que os adolescentes ainda não usavam telemóveis), me ligava de cascos de rolha, sobre chuva e frio, só para dizer que se estava com saudades minhas, da minha "voz sexy" ao telefone (dizia-me que parecia estar a ligar para um daqueles números das meninas semi nuas) e como isso para mim era tudo com tão pouco...
Lembro-me do meu primeiro namorado que me escrevia poemas e compunha músicas ( e pouco mais ficou desse!)
Lembro-me da primeira vez que me pediram em casamento (tinha 18 anos, foi tão giro, ele nem sequer era meu namorado!), ele comprou uma rosa a um "quéfrô" nas docas, ajoelhou-se e disse "queres casar comigo?", eu como faço sempre que entro em pânico, desmanchei-me a rir e esquivei-me "és doido!" rematei, ele levou a coisa para a brincadeira e ficou por ali mesmo.
Lembro-me da primeira vez que tive uma "amizade colorida", naquele verão quente de 2001, era tão giro esconder dos nossos colegas de turma o que se passava quando ninguém estava a ver. Quando o desafiava para entrarmos em salas vazias e roubar uns beijos, divertia-me tanto, ele ficava todo preocupado que entrasse alguém o que ainda me dava mais gozo!
Lembro-me quando um amigo do meu namorado (na altura) se atirou a mim, fiquei tão ofendida, não por mim, mas por ele se dizer amigo do meu homem...
Lembro-me das primeiras noites de namoro com o meu primeiro espécime homem, aquele naco de mau caminho...
Lembro-me de ser cobiçada por dois amigos, que só não arrancavam olhos porque não calhava...
Lembro-me dos dois irmãos que andaram a ver quem tinha mais "sorte" comigo, nenhum dos dois (beijocas não contam)! Heheheh!
Lembro-me daquela rosa, daquela tarde, em que ele me fez uma surpresa e apareceu aqui em casa com uma rosa, logo por azar, uma amiga minha também tinha passado por aqui e eu estava na entrada do prédio a falar com ela quando ele subiu... por pouco não saí, a minha mãe colaborou e ligou-me a dizer que tinha um telefonema para mim e que eu tinha de atender rapidamente!
Lembro-me da vez em que um namorado me ofereceu bilhetes para um concerto que adorei, adorei essa surpresa, o concerto foi lindo, a noite foi fantástica!
Lembro-me do por do sol, na praia, do nascer do sol, na praia, lembro-me de tantos verões giros!
A aventura com a GNR em que eu fui a heroína da noite, porque era a única sóbria com carta de condução!
Aquela noite em que resolvemos subir a Rocha Negra sem lanternas, nem condições nenhumas, só porque queríamos ver a praia lá de cima porque era noite de lua cheia...
Ou quando quis acompanhar um namorado na escalada e resolvi fazer escalada com ele, no dia seguinte doía-me tudo!
Ou daquela vez em que me levaram a andar de mota, a minha estreia, "não vás muito depressa que eu nunca andei antes..." ao que ele respondeu "está descansada, eu não vou andar muito depressa", é claro que passados 5 minutos estava eu aos berros com os cabelos ao vento, hehehee! Quando parámos resmunguei com ele, resposta da criatura... " só fui até aos 140kms/h!"!!! Contra factos não há argumentos... ri-me e esqueci que estava chateada!
Lembro-me dos meus tempos de erasmus, em que o Pedro se apaixonou por mim e mais ninguém se aproximou (só comigo!), lembro-me daquele jantar em que ele me ofereceu aquela pulseira linda, a mesma que eu disse que não ía aceitar (ele passou-se!), mas enfim, acabei por trazê-la de volta comigo, assim como a amizade com ele, os meus trenguinhos tuodos!
Aquele dia em que decidimos ir conhecer Verona e o rapaz mascarado de soldado me quis levar com ele... :)
Os nossos passeios a pé por Veneza, aqueles em que nos perdíamos eram sempre tão engraçados, acontecia de tudo!
Ou aquela noite em Roma, em que eu não queria ir ver o bailado do Romeo e Giuletta porque não estava arranjada nem pintada e os meus amigos do Nuorte lá me convenceram a não ser "menina" e ir com eles ver o espectáculo, obrigada, foi lindo, amei, um bailado ao ar livre numa noite linda e quente de verão por trás das Ruínas Romanas, as senhoras arranjadas lá estavam, tal como eu tinha previsto, com saltos de agulha e vestidos de noite, e nós de ténis, t-shirts de algodão e sacos de compras!
Deve ser por isto que dizem que recordar é viver :)

1.4.08

Viagens doutros mundos

Quando o céu te parecer demasiado pequeno, quando achares que o ar que respiras não te serve, quando te faltarem as forças para fingir que tudo está bem, quando o silêncio te cansar, aí, nesse preciso momento, solta as palavras que te vierem da alma e grita para o mundo te ouvir, para saberem que estás vivo!
Chora pelo mal que sentires e solta o que tiveres de bom para dar... mas não queiras ficar sozinho, na penumbra, longe dos olhares indiscretos, afastado dos cheiros que se entranham por onde passamos e alheio ao que acontece quando estamos adormecidos, noutro planeta, numa atmosfera surda e cega...
Agora deixa-me ficar assim. Quando gritares eu hei-de ouvir a tua vida a sussurrar-me de novo ao ouvido...