Sou grande, gigante, do tamanho do mundo. Tenho poderes fantásticos que me permitem feitos inalcançáveis aos conformados, os que gostam das vidinhas certas, com horários e rotinas.
Sou tão poderosa que às vezes até tenho medo de mim, o poder da escolha é fascinante e assustador. Se por um lado é fabuloso poder decidir, por outro é uma responsabilidade enorme ter de escolher bem. Mas o principal está lá, tomar uma decisão, seja ela qual for, boa ou má, mas tomá-la.
Mostro-me pequenina porque é mais fácil conquistar os adversários assim. Se me mostrar frágil e inocente faço os outros sentirem-se maiores, e quando eles incham eu vejo-lhe as fraquezas, as vaidades, as falhas.
Nunca pertenci ao mundo dos homens, cheio de regras e dogmas que ninguém se atreve a questionar, abomino as criaturas das 8 horas, sim essa espécie.
Eu vivo num mundo que só eu vejo, que só eu sinto e que partilho com meia dúzia de escolhidos, os que eu escolhi para chamar de amigos, criaturas de quem gosto, como se fossem meus.
Eu sou o 8 ou o 80.
O tudo ou o nada.
O doce e o amargo.
Oscilo entre os extremos, balançando no meio.
Encho uma vida de contradições feita de altos e baixos, mas contornando sempre os médios, os "assim assim".
Sou pura e crua, mas sou!
Gosto de ser, conheço-me nos cantos e recantos da minha essência.
28.9.08
27.9.08
Terra do Nunca... mais
Disse-te adeus sem te falar.
Disse-te coisas da tua vida que tu (com todas as tuas certezas) pensavas já saber e conhecer.
Digo-te agora um adeus profundo e distante, aceno-te com uma paz branca e volto ao meu mundo, o verdadeiro.
Até um dia Terra do Nunca... Até um dia...
Disse-te coisas da tua vida que tu (com todas as tuas certezas) pensavas já saber e conhecer.
Digo-te agora um adeus profundo e distante, aceno-te com uma paz branca e volto ao meu mundo, o verdadeiro.
Até um dia Terra do Nunca... Até um dia...
24.9.08
Dissertações da batata
O que acho que seja o "amor"...
Querer dar tudo o que temos de bom e "mágico" ( o resto vem por acrescento! )
Aprender a gostar dos "menos bons" do outro ( contar alguns episódios com um sorriso nos lábios )
Discutir por nada e rir de tudo :)
Falar das coisas e do mundo e perder a noção do tempo
O amor não é...
Rancor,
Inveja,
Vingança
e mágoa.
O que ficou para trás pertence ao passado.
O que vivo hoje é um presente.
O que vem para amanhã é surpresa :)
Querer dar tudo o que temos de bom e "mágico" ( o resto vem por acrescento! )
Aprender a gostar dos "menos bons" do outro ( contar alguns episódios com um sorriso nos lábios )
Discutir por nada e rir de tudo :)
Falar das coisas e do mundo e perder a noção do tempo
O amor não é...
Rancor,
Inveja,
Vingança
e mágoa.
O que ficou para trás pertence ao passado.
O que vivo hoje é um presente.
O que vem para amanhã é surpresa :)
22.9.08
Excertos da Terra do Nunca...
- Não vais fugir outra vez? - perguntou com o seu ar de menina pequenina.
- Estou aqui agora, não estou? - respondeu com aquela secura determinada de quem diz uma verdade absoluta.
E estava tudo dito...
- Estou aqui agora, não estou? - respondeu com aquela secura determinada de quem diz uma verdade absoluta.
E estava tudo dito...
21.9.08
Na Terra do Nunca
Estavam ali... mais uma vez... a falar das coisas sem sentido...
Ele pediu-lhe com aquele ar de miúdo reguila (o ar desprotegido que ela tanto adora ver quando ele se rende aos seus encantos):
- Faz-me arrepios, arrepios infinitos... Gosto que me faças arrepios. Há bocado também os senti, mas não te disse nada, porque me estava a saber bem...
- Ninguém faz arrepios "infinitos", isso não existe...
Era a maneira dele dizer que se podia habituar a uma vida inteira de "arrepios" ao seu lado, nos seus braços, no seu leito, ela fazia-se de desentendida, só porque sim.
- Mas se quiseres posso fazer-te mais uns... até o nosso tempo acabar e voltarmos ao mundo real.
Mexeu o braço em consentimento e tocou-lhe.
- Estou a brincar contigo (abanando o braço forte por debaixo do pescoço dela para a fazer sorrir)...
E de novo o mesmo ar :)
Ele pediu-lhe com aquele ar de miúdo reguila (o ar desprotegido que ela tanto adora ver quando ele se rende aos seus encantos):
- Faz-me arrepios, arrepios infinitos... Gosto que me faças arrepios. Há bocado também os senti, mas não te disse nada, porque me estava a saber bem...
- Ninguém faz arrepios "infinitos", isso não existe...
Era a maneira dele dizer que se podia habituar a uma vida inteira de "arrepios" ao seu lado, nos seus braços, no seu leito, ela fazia-se de desentendida, só porque sim.
- Mas se quiseres posso fazer-te mais uns... até o nosso tempo acabar e voltarmos ao mundo real.
Mexeu o braço em consentimento e tocou-lhe.
- Estou a brincar contigo (abanando o braço forte por debaixo do pescoço dela para a fazer sorrir)...
E de novo o mesmo ar :)
12.9.08
11.9.08
Caminhos
- Como cheguei aqui?
- Estou perdida! Não reconheço nada em meu redor... E agora?
Tinha-se desencontrado do trilho por ela desenhado, estava no meio de lado nenhum, sozinha e desorientada.
Os traços de caminhos tortuosos íam de encontro a um destino feliz cheio de paz interior e uma calma nunca antes experimentada, sabia-o do fundo da sua alma, mas por agora estava cansada de tanto andar, já não parava havia meses e o desgaste instalava-se...
Desistir estava fora de questão, sempre esteve, nunca foi o tipo de mulher de cruzar os braços e esperar que o mundo se rendesse a seus pés, ía conquistá-lo e merecer o seu lugar no pódio. Sim, porque cada dia que passava correspondia a uma vitória diferente e a meta a atingir ainda estava longe, até lá ía coleccionando os pequenos troféus, as pequenas vitórias e os dissabores que as acompanham.
- Amanhã recomeço com calma, devia ter seguido as árvores de fruto em vez de ter seguido pelos pinheiros adentro... agora já está, já está. O meu trilho não está muito distante deste, só preciso de descansar um pouco.
Ela vai chegar lá, continuo a acreditar, sei quem sim :)
- Estou perdida! Não reconheço nada em meu redor... E agora?
Tinha-se desencontrado do trilho por ela desenhado, estava no meio de lado nenhum, sozinha e desorientada.
Os traços de caminhos tortuosos íam de encontro a um destino feliz cheio de paz interior e uma calma nunca antes experimentada, sabia-o do fundo da sua alma, mas por agora estava cansada de tanto andar, já não parava havia meses e o desgaste instalava-se...
Desistir estava fora de questão, sempre esteve, nunca foi o tipo de mulher de cruzar os braços e esperar que o mundo se rendesse a seus pés, ía conquistá-lo e merecer o seu lugar no pódio. Sim, porque cada dia que passava correspondia a uma vitória diferente e a meta a atingir ainda estava longe, até lá ía coleccionando os pequenos troféus, as pequenas vitórias e os dissabores que as acompanham.
- Amanhã recomeço com calma, devia ter seguido as árvores de fruto em vez de ter seguido pelos pinheiros adentro... agora já está, já está. O meu trilho não está muito distante deste, só preciso de descansar um pouco.
Ela vai chegar lá, continuo a acreditar, sei quem sim :)
5.9.08
Porque...
Porque não há duas pessoas iguais
Porque tudo pode ser diferente
Porque não existem regras sentimentais
Porque me apetece
Porque quero
Porque gosto de mim
Porque gosto que tu também gostes de mim...
Porque tudo pode ser diferente
Porque não existem regras sentimentais
Porque me apetece
Porque quero
Porque gosto de mim
Porque gosto que tu também gostes de mim...
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